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segunda-feira, 17 de junho de 2013

ECONÔMICO AO EXTREMO


Fernando Calmon


Vencer desafios faz parte do trabalho diuturno da indústria. No exterior o jogo é pesado e demanda investimentos maciços. Em especial quando se coloca a meta pública e ambiciosa de produzir um automóvel capaz de superar 100 km com apenas 1 litro de combustível. No recente Salão de Genebra, a Volkswagen demonstrou que o seu XL1 foi além. Conseguiu, no ciclo europeu (NEDC) de consumo rodoviário, até 111 km com apenas um litro de diesel. Difícil de reproduzir em situação real de trânsito, porém, pelo menos, três vezes mais econômico que o melhor dos atuais modelos com motor a combustão.

Nascido como L1, em 2002, de uma ambição de Ferdinand Piech, então presidente e hoje chairman do grupo, o carro é para dois passageiros, tem só 1,15 m de altura e incrível coeficiente aerodinâmico de 0,19. Trata-se de um híbrido plugável em tomada, do tipo em paralelo, que associa motor turbodiesel de dois cilindros (0,8 l/48 cv/12 kgf∙m) a um elétrico (27 cv/10,2 kgf∙m). Combinados, há perdas: 69 cv/14,3 kgf∙m. Com uso extensivo de fibra de carbono, pesa apenas 795 kg, apesar da massa adicional da bateria de íons de lítio. Espelhos laterais foram substituídos por microcâmeras.


Curiosamente, há semelhanças com o protótipo do Fusca, projetado por Ferdinand Porsche (avô de Piech): tração traseira, rodas bem finas e ausência do óculo traseiro. Autonomia no modo elétrico chega, em condições favoráveis, a 50 km e, na hora de abastecer, o tanque só leva 10 litros. Consumo tão baixo significa emissão de apenas 21 g/km de CO2, menos de 10% frente a um carro médio-compacto, como Golf ou Focus.

Experiência de dirigi-lo, nos arredores de Genebra, foi surpreendente. Portas abrem para cima, em movimento de tesoura. Em razão da cabine estreita, o acompanhante se senta um pouco para trás – a exemplo do Smart. Posição de dirigir é boa e a direção dispensa assistência graças a pneus estreitos como de motocicletas (115/80R15, dianteiros; 145/55R16, traseiros) e baixo peso do carro. Por essa razão também não existe servofreio. Assim, exige rápida adaptação do motorista, a exemplo de olhar e não achar o retrovisor interno. Duas pequenas telas em cores, das câmeras externas, estão bem colocadas em nichos nas portas e pode-se regular seu brilho em uso noturno.


Um pouco mais de esforço ao esterçar e usar manivela para abrir as pequenas janelas somam-se ao desconforto do ruidoso motor diesel, incontornável por ter dois cilindros. Ao contrário, no modo elétrico selecionável no painel, há tanto silêncio que se ouvem pastilhas de freio em atrito com os discos. A saída é com motor elétrico (mais eficiente ao tirar o veículo da inércia), porém maior solicitação do acelerador aciona o propulsor a combustão, automaticamente. Sua agilidade é suficiente no dia a dia, um pouco menos na estrada, apesar da excelente aerodinâmica.

Apenas 50 unidades foram fabricadas, de uma série inicial de 250. A VW ainda não definiu preço (no mínimo, US$ 50 mil/R$ 100 mil com incentivos fiscais), nem nível de produção. Mas há rumores de que o carro será apenas alugado, solução igual à adotada no primeiro elétrico da GM, o EV1, de 1996 a 1999, bem como pelo atual Honda FCX Clarity, elétrico com pilha a hidrogênio.

Fernando Calmon, engenheiro e jornalista especializado desde 1967, quando produziu e apresentou o programa Grand Prix, na TV Tupi (RJ e SP) até 1980. Foi diretor de redação da revista Auto Esporte (77/82 e 90/96), editor de Automóveis de O Cruzeiro (70/75) e Manchete (84/90). Produziu e apresentou o programa Primeira Fila (85/94) em cinco redes de TV. 

Sua coluna semanal sobre automóveis, Alta Roda, começou em 1999. É publicada em uma rede de 86 jornais, revistas e sites. É correspondente para o Mercosul do site inglês just-auto. Além de palestrante, exerce consultoria em assuntos técnicos e de mercado na área automobilística e também em comunicação.

fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

domingo, 16 de junho de 2013

ONIX, PRISMA, COBALT E SPIN PASSAM POR RECALL



O problema está no pedal do freio. Problemas de soldagem no componente fizeram a Chevrolet convocar 11.521 unidades dos modelos Onix, Prisma, Cobalt e Spin, fabricados entre 20 de maio e 8 de junho deste ano, para um recall.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

FORD ANUNCIA RECALL PARA O NOVO FUSION



Nos Estados Unidos são mais de 470 mil unidades convocadas do Novo Ford Fusion. Aqui no Brasil, 2.720 proprietários terão que levar seus sedãs até as concessionárias para uma verificação na bomba de combustível.

NOVO PALIO E GRAND SIENA JÁ SÃO LINHA 2014



Meio do ano é ano que vem para muitas fábricas. Na Fiat, o Novo Palio e o Grand Siena 2014 já começaram a chegar nas concessionárias com ligeiros acréscimos nas listas de equipamentos.

CONFLITO DE INTERESSES


ALTA RODA, Fernando Calmon



No próximo mês a indústria atingirá a produção de 20 milhões de veículos leves cujos motores podem ser abastecidos indiferentemente com etanol ou gasolina. Mais conhecidos como motores flex, em pouco mais de 10 anos (completados em março último) conseguiram crescente aceitação. Hoje, respondem por cerca de 90% das vendas de veículos leves com motores de ciclo Otto, inclusive de modelos de origem sul-coreana e chinesa que tiveram desenvolvimento no exterior.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

TOYOTA LIBERA MAIS IMAGENS DO NOVO COROLLA




Depois de mostrar a versão S, que ressalta o perfil mais esportivo assumido pelo sedã, a Toyota liberou hoje mais fotos do Novo Corolla 2014, mostrando detalhes da versão LE.

JAC J6 É REMODELADA NA CHINA




Na China ela é chamada de Heyue RS, mas o Brasil a conhece como JAC J6. E é bem provável que sua cara nova, que acaba de estrear lá no Oriente, chegue aqui muito em breve, dando sequência à renovação dos modelos da marca iniciado com o novo J3.

NOVO TOYOTA COROLLA 2014 - PRIMEIRAS IMAGENS



Acabou o segredo: as primeiras imagens do Novo Toyota Corolla 2014 acabam de ser divulgadas. A nova geração rompe de vez com a imagem comportada de sempre, inovando no design, no conteúdo e crescendo em tamanho para enfrentar uma concorrência competitiva como nunca.